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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

A história do AMOR



Era uma vez uma ilha, onde moravam todos os sentimentos. Por fim o AMOR. Mais um dia foi avisado aos moradores que a ilha iria afundar. Todos os sentimentos apressaram -se para sair da ilha pegaram seus barcos e partiram, mas o AMOR ficou, pois queria ficar mais um pouco com a ilha, antes que ela afundasse.
Quando por fim, estava quase se afogando, o AMOR começou a pedir ajuda. Nesse momento estava passando a RIQUEZA, em um lindo barco.
O AMOR disse:
-RIQUEZA, leve-me com você?
-Não posso. Há muito ouro e prata no meu barco. Não há lugar para você.
Ele pediu à VAIDADE, que também vinha passando.
-VAIDADE, por favor, me ajude?
-Não posse te ajudar, AMOR,você está todo molhado e poderia estragar meu barco novo.
Então, o AMOR pediu ajuda à TRISTEZA.
-TRISTEZA, leve-me com você?
-Ah, AMOR, estou tão triste, que prefiro ir sozinha.
Também passou a ALEGRIA, mas ela estava tão alegre que nem ouviu o AMOR chamá-la.
Já desesperado, o AMOR começou a chorar. Foi quando ouviu uma voz chamar:
-Vem AMOR, eu levo você!
Era um velhinho.
O AMOR ficou tão feliz que esqueceu-se de perguntar o nome do velhinho.
Chegando do outro lado da praia, ele perguntou a SABEDORIA:
-SABEDORIA, quem era aquele velhinho que me trouxe aqui?
A SABEDORIA respondeu:
-Era o TEMPO.
-O TEMPO? Mas por que só o tempo me trouxe?
-Porque só o TEMPO é capaz de entender o AMOR.
(Autor Desconhecido)

Excelente semana!!!

Equipe do blog Dica Dada.

domingo, 15 de julho de 2012

DUAS BOLAS, POR FAVOR - por Danuza Leão






Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa,contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.
Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.

O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.
A gente sai pra jantar, mas come pouco.
Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.
conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').

Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.

Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.

E por aí vai.

Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...

Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções.

Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.

Um dia a gente cria juízo.
Um dia...
Não tem que ser agora.

Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate...
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.


Excelente domingo a todos!!

Equipe do Blog Dica Dada.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Pra começar bem a semana


"É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca."

Boa semana!!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Leve como a sexta

Hoje li um texto e achei tão interessante que vou compartilhar com vocês!!! Ele é leve como a sexta e mostra quem nem sempre vale a pena estressar por qualquer coisa...


"Não adianta brigar, se invocar, bater o pé, fazer beiço, cara feia e levar tudo ao pé da letra. A vida da gente precisa ter leveza. Fácil falar, difícil fazer (eu bem sei). Mas, sabe, andei pensando sobre as pequenices. A gente briga por coisas tão pequenas e insignificantes. Deixa passar, deixa pra lá. Azar se o cara meteu o carro na sua frente, deixa ele. E daí se aquela mulher furou a fila? Deixa ela ser mal educada. Não sou eu que tenho que meter o dedo na cara dela e dizer que ela não tem educação. A gente não é professor nem juiz nem nada disso.

Falta de educação e delicadeza me tiram do sério. Mas eu já fui mal educada e indelicada tantas vezes (quem nunca foi?). A gente não é uma pintura perfeita, uma escultura sem falhas. Não somos arte, somos impuros e precisamos de retoque a todo instante. E ninguém tem o direito de invadir o espaço do outro, a vida alheia. Ninguém tem o direito de dizer pra você o que você deve fazer, a não ser que seja seu amigo e te conheça bem. Porque amigo pode, amigo tem direito, amigo tem carta branca.

Quando a gente tem trinta anos começa a pensar que não adianta se estressar por pouca coisa. O único incomodado da história toda vai ser você. Além disso, tem o gasto em terapia, cosméticos, tinta pra cabelo, vodca e tarja preta. Será que vale mesmo a pena? Deixa pra lá, deixa passar, deixa rolar, deixa rodar. A vida da gente vale mais do que qualquer chatice diária.

É claro que ninguém é Dalai Lama all the time. É impossível ser sereno, contido e paciente vinte e quatro horas por dia. Mas é preciso fazer algumas escolhas. Agora, eu penso assim: isso vale uma marquinha de expressão? Isso vale uma noite de insônia? Isso vale a minha paz? Não, então tchau. Entende? A gente que escolhe o que vai ficar na cabeça. O que está ao meu alcance, o que depende de mim eu posso fazer. Mas o que depende dos outros, bom, aí é com eles. Não posso me estressar por outra pessoa. Mesmo porque já tenho minhas preocupações constantes. Bem que eu queria ter o poder de esvaziar a mente. Se algum dia isso acontecer, pode deixar, te explico direitinho como funciona. Por enquanto, vamos tentar desperdiçar energia no que realmente vale a pena. O resto é só o resto."
Clarissa Corrêa
Boa sexta...
Beijos

sábado, 26 de maio de 2012

Para refletir - "únicos e especiais"


"É, não é fácil viver rodeado de gente. Parece que virou moda dar palpite na vida do outro. Ei, vocês estão ficando? Quando vão começar a namorar? Hum, estão namorando faz tempo, né? Quando sai o casamento? Quando vem o bebê? Quando ele vai ter um irmãozinho?
Se você é mulher, é obrigada a ter marido, emprego e filho. Se não trabalha é deitada. Se cuida da casa é Amélia. Se cuida do filho não é valorizada. Se você é homem, precisa ter um bom emprego, ser bom pai e bom de cama. Se não é bem sucedido as amigas da sua mulher vão te julgar. Se não é bom pai depois vai ter que pagar a conta da terapia. Se não é bom de cama vai ser assunto no happy hour com clericot.
Sobram faladores e falatórios. É impressionante. Dia desses uma amiga disse que não queria ter filhos e ia fazer mestrado. Ela é solteira, razoavelmente bonita. Não, não é encalhada. Não tem o carro do ano, mas um Palio 2009. Mora de aluguel, a escova progressiva está vencida e precisa perder dois números de calça. Tem uma boa cabeça, bebe socialmente, lê Kant, ouve The Doors e sabe fazer escondidinho de camarão. Ela não é uma lady, fala palavrão, não sabe passar roupa e tem uma violeta na janela. Está juntando grana e fazendo planos de ir para a Austrália em 2013. Sei que ela sente falta de um cara legal, mas ele ainda não apareceu. Enquanto o bendito não aparece, ela toca a vida e se diverte. Acho bonito.
Tem mulher que acha que um marido é solução pra tudo. Uma conhecida casou com um cara com grana, tem uma vida de madame e acha que tudo está bem assim. E, na boa, tudo deve estar bem assim pra ela. Se fosse pra mim não estaria, mas pra ela está. O que eu tenho a ver com isso? Nada. Só acho que marido não é garantia de nada. A gente tem que ser feliz com o que faz, o que sente e o que pensa. Só isso. Sozinha ou acompanhada.
Acho que todo mundo se completa com alguém. Lógico que sim, sou uma romântica incurável. Qualquer pessoa é mais feliz quando encontra (vem pra cá, Fábio Jr.) a metade da laranja. É melhor ter com quem dividir um passeio, uma novela, uma cama, uma história.
Tem mulher que empaca esperando o sapo/príncipe. Perda de tempo? Não sei, cada um tem uma filosofia de vida. Sempre me deixei guiar por instinto e emoção e não sei se estou certa. Antes do “cara certo”, apareceram muitos outros. Me enganei com muitos outros. Tem gente que tem sorte, ora, ora, uma ex-colega da escola começou a namorar com 17, casou, hoje tem 32, é advogada e tem dois filhos. Sortuda? Não. Algumas coisas acontecem. Tenho uma amiga que foi casada por muito tempo, foi traída, separou e hoje está sozinha. Ela não procura ninguém, mas não está aberta para novas relações. Acho por ter sofrido muito acabou se fechando inconscientemente. Não quer conhecer gente, mergulhou no trabalho e vive um dia de cada vez. Perdedora? Não. Cada um tem um tempo. Nem toda ferida cura na mesma hora. O que dá certo pra mim pode não dar pra você. E tudo bem, não estou certa e você errado. Somos diferentes. Sentimos de forma diferente. Tivemos experiências diferentes. Temos cicatrizes diferentes. E é isso que faz com que cada pessoa seja única e especial."
Clarissa Corrêa